quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Postado emMinas Gerais, Tecnologia

Físicos da UFU ajudam a descobrir exoplaneta com técnica de microlente gravitacional

Publicidade
Físicos da UFU ajudam a descobrir exoplaneta com técnica de microlente gravitacional
Físicos da UFU ajudam a descobrir exoplaneta com técnica de microlente gravitacional

Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) participaram da descoberta de um novo exoplaneta, o KMT-2025-BLG-0912Lb, localizado fora do Sistema Solar. O planeta, que tem cerca de oito vezes a massa da Terra, orbita uma estrela pequena e fraca, possivelmente uma anã marrom, e foi detectado por meio da técnica de microlente gravitacional.

O método, que explora a capacidade da gravidade de curvar a luz, permitiu identificar o astro mesmo sendo escuro e sua estrela pouco brilhante. A campanha observacional foi coordenada por Leandro de Almeida, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com colaboração de cientistas da UFU, incluindo o mestrando Fabrício Kalaki, o doutorando Christian Borges e o professor Altair Gomes Júnior.

Kalaki explica que a microlente funciona como uma lente de aumento cósmica: quando uma estrela mais próxima passa na frente de outra mais distante, a gravidade da primeira desvia e concentra a luz da segunda. Se houver um planeta orbitando a estrela em primeiro plano, sua gravidade causa uma alteração extra e rápida no brilho, revelando sua presença.

O exoplaneta está localizado além da linha de gelo de seu sistema estelar, onde as temperaturas são baixas o suficiente para a condensação de materiais. Devido ao pouco calor recebido de sua estrela, a possibilidade de vida nesse ambiente é menor, segundo Kalaki.

A composição exata do planeta ainda não foi determinada. Ele pode ser uma Super-Terra, predominantemente rochosa, ou um Mini-Netuno, com núcleo sólido envolto por uma camada espessa de gases. A descoberta foi publicada no The Astronomical Journal, da Sociedade Astronômica Americana.

As observações foram realizadas com o telescópio do Observatório do Pico dos Dias (OPD), em Brazópolis, Minas Gerais. Para Kalaki, a presença do OPD no estado é um diferencial estratégico para a astronomia brasileira, permitindo que pesquisadores locais participem de campanhas relevantes.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Minas Gerais Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior Norte de Minas reforça prevenção contra febre amarela após mortes de macacos Próxima → ALMG debate regularização de ocupação em prédio do antigo INSS