A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, nesta quarta-feira (12), audiência pública para debater a criminalização de lideranças e ativistas de movimentos sociais, sindicais e políticos. O encontro contará com a presença do sindicalista José Maria de Almeida e do ativista Thiago Ávila, ambos vítimas de perseguição.
A reunião, marcada para as 16 horas, no Auditório José Alencar, também abordará a importância de garantir as liberdades de expressão, organização e mobilização, além de manifestações de solidariedade internacionalista a povos oprimidos. O evento é fruto de requerimentos de diversos deputados, com o primeiro signatário sendo o deputado Leleco Pimentel.
Em sua justificativa, Leleco Pimentel afirmou: “Pessoas que defendem a vida estão sendo condenadas à morte”. Ele se referia a José Maria de Almeida, presidente do PSTU, condenado em abril de 2026 a dois anos de prisão domiciliar sob acusação de racismo, por falas em ato pró-Palestina em outubro de 2023. Na ocasião, Zé Maria declarou que “todo ato de violência do povo palestino contra o sionismo é legítimo”.
Já Thiago Ávila, organizador das Flotilhas Humanitárias para Gaza, foi detido ilegalmente em Israel em maio de 2026, após sua flotilha ser interceptada. Ele relatou ter sofrido tortura, incluindo enforcamentos, choques elétricos e privação de sono, além de ameaças de morte por agentes israelenses. Após pressão diplomática do governo brasileiro, foi libertado.
Além dos dois ativistas, confirmaram presença representantes de entidades como o Comitê Mineiro em Solidariedade ao Povo Palestino, o Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal) e o Sindicato dos Médicos de São Paulo. A audiência é aberta ao público.