A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) lançou, nesta quinta-feira, o documento “Princípios e diretrizes para o uso responsável da Inteligência Artificial na UFMG”, elaborado pela Comissão Permanente de Inteligência Artificial. O guia traz recomendações para o uso da tecnologia em ensino, pesquisa, extensão e gestão, ressaltando que a responsabilidade humana não deve ser substituída pela tecnologia.
O professor Marco Antônio Souza Alves, integrante da comissão, destacou que, apesar dos benefícios da IA, existem riscos como dependência tecnológica, plágio e perda de autonomia. Ele enfatizou que a tecnologia deve atender às necessidades humanas e ao interesse coletivo.
No campo da pesquisa, o documento orienta que pesquisadores devem entender completamente as ferramentas de IA antes de utilizá-las, mantendo a responsabilidade pelos resultados. No ensino, recomenda-se que os planos de aula especifiquem o uso de IA e que os docentes promovam discussões sobre o tema com os alunos.
As diretrizes também se aplicam à gestão universitária, sugerindo transparência no uso da IA e cuidados com a proteção de dados. O documento será revisado continuamente para se adaptar às rápidas mudanças tecnológicas, e a UFMG realizará eventos para discutir o guia nas próximas semanas.