Nutricionistas de Minas Gerais se reuniram em audiência pública na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (18) para discutir a valorização da categoria e a necessidade de mais profissionais nas escolas. Eles destacaram problemas como a precariedade das condições de trabalho e a remuneração insuficiente.
O Conselho Regional de Nutrição da 9ª Região (CRN-9 MG) apresentou propostas para melhorar a situação, incluindo a realização de concursos para aumentar o número de nutricionistas e a criação de um programa estadual para melhorar a infraestrutura das escolas. O objetivo é garantir a execução adequada do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Deyrilucy Ferreira, presidente do CRN-9 MG, ressaltou que muitas escolas não possuem instalações adequadas para o armazenamento e preparo de alimentos, afetando quase 400 mil estudantes em Minas Gerais. Ela também apontou a falta de tempo e recursos para que os nutricionistas realizem suas funções de forma eficaz.
Adalclever Lopes, presidente da Comissão de Administração Pública, explicou que a Resolução 789/24 do Conselho Federal de Nutrição estabelece critérios para o número de nutricionistas nas escolas, visando melhorar a situação atual, onde muitos municípios ainda não têm o número adequado de profissionais.
Os nutricionistas presentes relataram desafios como baixa remuneração e problemas de saúde mental, com 66% deles enfrentando dificuldades emocionais devido à carga de trabalho. A nutricionista Elisabeth Chiari enfatizou a necessidade de transformar pesquisas em ações concretas para melhorar as condições de trabalho e a alimentação escolar.
Rhamillye Bartels Van de Pol, da Emater-MG, destacou a importância do PNAE para a vida dos estudantes e agricultores familiares, ressaltando a necessidade de ampliar a diversidade de alimentos nas escolas e o papel fundamental dos nutricionistas nesse processo.
