O candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), destacou a importância da articulação com governadores e o governo federal para enfrentar os desafios da reforma tributária e da segurança pública. Em entrevista ao EPTV1, na quinta-feira (3), Kalil afirmou que a reforma pode impactar negativamente a economia do Sul de Minas, especialmente em cidades industriais como Extrema e Pouso Alegre.
Kalil enfatizou a necessidade de um compromisso político para garantir que Minas Gerais participe das discussões sobre a reforma. ‘Nós temos uma guerra para enfrentar aqui no Sul de Minas, que é a reforma tributária. Se eu tirar o benefício daqui, eu vou matar é aqui, aqui em Minas’, disse.
No que diz respeito à segurança pública, o candidato apontou um déficit de 7.600 policiais na Polícia Civil e defendeu a contratação de novos servidores, além de melhorias na estrutura de atendimento às vítimas de violência, especialmente mulheres. ‘Primeiro tem que ter polícia. Nós temos que contratar’, afirmou.
Kalil também abordou a situação financeira do estado, afirmando que a dívida precisa ser resolvida antes de aumentar os investimentos. Ele criticou o atual modelo de gestão financeira, que, segundo ele, limita a capacidade de investimento do estado.
Sobre pedágios, o candidato expressou apoio à cobrança, mas ressaltou a importância de melhorias nas rodovias antes da implementação. Ele também se posicionou contra a privatização da Cemig, afirmando que não a venderia.
As entrevistas da EPTV Sul de Minas com os candidatos ao governo de Minas seguem até o dia 9 de setembro, com a participação dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas.
