A busca por minerais essenciais para tecnologias de energia limpa posiciona o Sul de Minas na disputa internacional por terras raras. Na região do Planalto de Poços de Caldas, diversas empresas estrangeiras estão desenvolvendo projetos de pesquisa e exploração.
Recentemente, a Lynas Rare Earths anunciou a aquisição da Meteoric Resources por cerca de A$ 968 milhões, o que permitirá à empresa australiana controlar o projeto Caldeira, em Caldas (MG). Este projeto, juntamente com outros na região, está em fase de licenciamento ambiental e deve iniciar operações em 2028.
Além da Lynas, a Power Minerals adquiriu o projeto Morro do Ferro, em Poços de Caldas, por aproximadamente R$ 80 milhões, e continua com suas pesquisas na área. O crescente interesse por terras raras na região atraiu também empresas de outros países, que buscam garantir acesso a esses minerais estratégicos.
De acordo com a Agência Nacional de Mineração, Minas Gerais possui 361 autorizações para pesquisa de terras raras, com um terço delas concentradas na região de Poços de Caldas. A área é considerada promissora devido à sua estrutura geológica favorável, resultante de atividades vulcânicas, que facilita a exploração em minas a céu aberto.
Os projetos em andamento na região podem ter um impacto significativo na economia local, com a expectativa de geração de empregos e movimentação de investimentos. A Meteoric, por exemplo, estima uma produção média anual de 3.862 toneladas de neodímio e praseodímio ao longo da vida útil do projeto Caldeira, enquanto a Viridis Mining prevê movimentar 5 milhões de toneladas de argila por ano.
