sábado, 31 de outubro de 2026
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Estudo da UFMG revela desigualdades no rastreamento do câncer de mama

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Estudo da UFMG revela desigualdades no rastreamento do câncer de mama
Estudo da UFMG revela desigualdades no rastreamento do câncer de mama

Um estudo da Escola de Enfermagem da UFMG identificou que apenas 54,4% das mulheres entre 50 e 69 anos no Brasil realizam mamografias a cada dois anos, percentual abaixo do recomendado pela OMS, que é de 70%. A pesquisa, coordenada pelo professor Gustavo Velasquez-Melendez, analisou dados da Pesquisa Nacional da Saúde e foi publicada na revista BMC Public Health.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres e, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram registrados 73.610 novos casos no Brasil em 2023, representando 30% de todos os casos de câncer em mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma.

O professor Velasquez destaca que o rastreamento precoce depende de serviços de referência e acesso a recursos financeiros e tecnológicos, mas que há disparidades significativas entre as regiões do Brasil, especialmente nas áreas Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde as desigualdades sociodemográficas são mais acentuadas.

O estudo também aponta que fatores individuais, como idade, escolaridade e hábitos de vida, influenciam o acesso a exames de mamografia. Mulheres pretas e pardas têm menor prevalência de realização do exame (48,6%) em comparação às brancas (59,8%). Além disso, a escolaridade é um fator importante: 74,4% das mulheres com 12 anos ou mais de estudo realizaram a mamografia, enquanto apenas 46,4% das que têm de zero a oito anos de escolaridade o fizeram.

Por fim, o professor ressalta que hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, estão associados a um maior cuidado com a saúde e a agendamentos de consultas médicas, enquanto o tabagismo aumenta o risco de câncer de mama.

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