A Justiça de Minas Gerais atendeu ao pedido do Ministério Público e converteu, na quinta-feira, 22 de outubro, a prisão em flagrante de um homem de 18 anos e de uma mulher de 23 anos para prisão preventiva. Ambos são investigados pela morte de uma mulher de 27 anos em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas, com a participação do promotor de Justiça Flávio Alexandre Corrêa Maciel. O corpo da vítima foi encontrado enterrado em uma cova rasa, doze dias após seu desaparecimento.
O MPMG justificou a conversão das prisões como necessária para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal. O promotor destacou que o caso gerou clamor público e que a soltura dos investigados poderia trazer descrédito à Justiça.
Além disso, o promotor ressaltou a necessidade de preservar provas, já que o celular da vítima e o carro utilizado no crime ainda não foram encontrados. Ele também mencionou a possibilidade de fuga dos investigados, considerando a gravidade do crime de feminicídio, que pode resultar em penas de 20 a 40 anos de prisão.