Uma pesquisa do Data Favela revelou que o empreendedorismo é essencial para a economia e a sobrevivência das famílias que residem em favelas e comunidades do Sudeste brasileiro. De acordo com o levantamento, nove em cada dez empreendedores dessas áreas dependem da renda de seus negócios, sendo que 70% consideram essa atividade a principal fonte de recursos.
O estudo, intitulado “Cotidiano do Empreendedor da Favela”, entrevistou 800 empreendedores em 16 favelas da região em 2023. Os dados são especialmente relevantes com a aproximação do Dia da Favela, celebrado em 4 de novembro. A pesquisa também destacou que 89% dos empreendedores atuam na favela onde residem, embora enfrentem desafios significativos, como a falta de um espaço específico para seus negócios, com 56% trabalhando em casa ou na rua.
A informalidade é um aspecto preocupante, com 68% dos entrevistados sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Entre os que se formalizaram, 91% são microempreendedores individuais (MEI). As motivações para empreender incluem a perda de emprego anterior e o desejo de ser o próprio chefe.
Minas Gerais conta com 653 favelas e comunidades urbanas, movimentando R$25 bilhões em renda própria anualmente. O estado é o sexto no Brasil em número de favelas, com municípios como Belo Horizonte e Contagem se destacando. O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, enfatizou a importância de fortalecer pequenos negócios nesses territórios.
Para apoiar o empreendedorismo em áreas vulneráveis, o Sebrae Minas lançou o programa Comunidade Empreendedora, em parceria com diversas entidades. Desde 2023, a iniciativa já impactou mais de 9 mil empreendedores em 32 comunidades, oferecendo consultorias e capacitações em áreas como finanças e marketing.
O Sebrae também disponibiliza conteúdos online gratuitos na plataforma Sebrae Play para aqueles que desejam iniciar ou aprimorar seus negócios.