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quinta-feira, 27 de agosto de 2026
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Postado emBelo Horizonte, Economia

Operação Máscara Oculta combate fraude de investimentos em BH e Contagem

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Operação Máscara Oculta combate fraude de investimentos em BH e Contagem
Operação Máscara Oculta combate fraude de investimentos em BH e Contagem

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta quarta-feira (5/8) a Operação Máscara Oculta, que investiga crimes de estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Contagem, com apreensão de celulares, computadores e outros materiais que serão periciados.

As investigações, conduzidas pela Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) Regional de Varginha, revelaram que os suspeitos criavam perfis falsos em redes sociais para atrair vítimas interessadas em investimentos. Elas eram adicionadas a grupos de mensagens e orientadas a depositar valores em empresas que se apresentavam como gestoras do mercado financeiro, mas funcionavam como fachada.

Segundo o MPMG, as empresas eram abertas em nome de laranjas, tinham curto tempo de atividade e nomes atrativos para simular atuação no mercado. Os golpistas usavam identidades falsas e se passavam por investidores bem-sucedidos para estimular novos depósitos. Após receber os valores, os investigados faziam sucessivas transferências e encerravam as empresas, deixando as vítimas sem conseguir sacar o dinheiro.

As empresas já identificadas movimentaram mais de R$ 15 milhões. Uma delas, que funcionou por cerca de dois meses, recebeu mais de R$ 5 milhões em depósitos. O número de vítimas ainda é desconhecido e os valores totais seguem sendo apurados.

O MPMG requisitou à Justiça mandados de prisão contra os investigados, mas o pedido não foi atendido. A ação contou com dois promotores de Justiça, um delegado de Polícia e 26 policiais militares, com integração do Caoet e do Gaeco de Varginha.

Em coletiva de imprensa, os promotores Daniel Ribeiro Costa e Igor Serrano Silva, o delegado Pedro Paulo Marques e o capitão Rafael Veríssimo detalharam a operação. O esquema afeta diretamente empresários e trabalhadores locais que buscam investimentos, reforçando a necessidade de cautela com promessas de ganhos fáceis.

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