A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está com inscrições abertas, até 31 de outubro, para uma pesquisa online que busca mapear o perfil socioeconômico, nutricional e acadêmico de seus estudantes. O questionário é destinado a alunos de graduação e pós-graduação de todos os campi e faz parte do projeto “Perfil socioeconômico e nutricional de estudantes universitários: evidências para o fortalecimento das políticas de combate à pobreza e à fome no ensino superior”.
A iniciativa é conduzida por um grupo do curso de Nutrição da UFU, em parceria com a Pró-reitoria de Assistência Estudantil (Proae) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). O objetivo é compreender as condições de vida dos estudantes e suas percepções sobre os programas de assistência estudantil existentes na universidade.
Os resultados da pesquisa servirão de base para a Rede Federal de Educação Superior, auxiliando no aperfeiçoamento de ações de assistência estudantil, na melhoria de políticas de apoio e no fortalecimento de iniciativas de combate à pobreza e à insegurança alimentar no ambiente universitário.
Segundo a pró-reitora de assistência estudantil, Luciana Saraiva, a pesquisa ajudará outras instituições federais a aplicarem um diagnóstico local, pois a UFU desenvolverá uma metodologia e um conjunto de evidências que poderão ser utilizados por outras universidades. “Hoje, uma das dificuldades das instituições federais de ensino superior é a ausência de uma base nacional sistemática e atualizada sobre vulnerabilidade socioeconômica, insegurança alimentar, perfil nutricional e trajetória acadêmica dos estudantes”, destaca.
Além disso, a pesquisa produzirá um relatório técnico com recomendações para políticas públicas e um guia orientativo com estratégias baseadas em evidências para enfrentar a insegurança alimentar e fortalecer a permanência estudantil. “A pesquisa permitirá transformar a experiência da UFU em evidência aplicável à rede federal”, afirma Saraiva.
A docente do curso de Nutrição da Faculdade de Medicina (Famed) da UFU, Ana Elisa Rinaldi, que coordena o estudo, ressalta a importância de garantir alimentação adequada e saudável na universidade para melhorar o estado nutricional dos estudantes e suas condições de aprendizado. A ação também está alinhada à Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), como erradicação da pobreza, fome zero, saúde e bem-estar, educação de qualidade, redução das desigualdades e paz.
