A criação do Centro de Inteligência e Tecnologia Avançadas em Terras Raras (Citar) em Poços de Caldas, no Sul de Minas, foi defendida em audiência pública na manhã desta terça-feira (25/8/26). O debate, promovido pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), reuniu cientistas e representantes universitários para discutir o potencial da mineração com menor impacto ambiental.
A deputada Bela Gonçalves (PT), uma das autoras do requerimento, destacou que a discussão é vanguardista, comparável ao movimento “O petróleo é nosso”. A deputada Beatriz Cerqueira (PT), também autora, lembrou que o assunto já foi debatido em audiências anteriores.
Segundo o diretor-geral do IFSULDEMINAS – campus Poços de Caldas, Rafael Felipe Neves, a região vulcânica concentra 15% de todas as terras raras do planeta. A área abrange 12 municípios e já possui dois grandes empreendimentos em fase avançada de licenciamento.
Neves alertou para riscos ecológicos, como supressão de mata atlântica, acúmulo de resíduos e ruídos que podem afastar animais. Ele defendeu estudos permanentes e medidas para reduzir os impactos, além de fortalecer o conhecimento universitário e tecnológico local.
O Citar, em parceria com a Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG), será integrado a um projeto de governança territorial, seguindo recomendações do Ibama. O objetivo é impulsionar a pesquisa científica, a inovação e o monitoramento ambiental na exploração de minerais críticos no Sul de Minas.
A proposta prevê uma estrutura de pesquisa para desenvolver tecnologias de processamento mineral, formar recursos humanos e monitorar os empreendimentos de mineração de terras raras.
