A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) promoveu, na quinta-feira (20/8), em Belo Horizonte, mais uma edição dos Ciclos de Aprimoramento sobre Envelhecimento e Direitos. O encontro teve como tema “Moradia e cuidado: desafios para garantir ambientes dignos e adequados aos níveis de dependência. Do cuidador social ao acolhimento em ILPI” e reuniu especialistas, profissionais, pessoas idosas e representantes da rede de proteção para discutir caminhos que assegurem cuidado digno, moradia adequada e respeito à autonomia da pessoa idosa.
Realizado em parceria com a Associação Cuidadosa, o evento integrou a agenda institucional de formação continuada da DPMG e reforçou a importância do debate interdisciplinar sobre o envelhecimento. A proposta dos ciclos é promover a troca de experiências entre pessoas idosas, estudantes, profissionais da saúde, da educação, da assistência social, do Sistema de Justiça e demais interessados, contribuindo para a construção de políticas públicas e práticas de cuidado orientadas pela dignidade, pela proteção integral e pela participação social.
Na abertura, a coordenadora da Defensoria Especializada na Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, defensora pública Fernanda Cristiane Fernandes, destacou a centralidade do lar na trajetória de vida de cada pessoa. “O nosso lar nos define. É o nosso local seguro, o nosso porto seguro”, afirmou. A terapeuta ocupacional, mestre em Gerontologia e associada da Associação Cuidadosa, Renata Seabra, também chamou atenção para a necessidade de planejamento e diálogo familiar sobre o futuro do cuidado, defendendo que a sociedade enfrente o tema antes que situações de dependência ou solidão se imponham.
Renata alertou ainda para a importância de combater preconceitos contra as Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas (ILPIs), sejam filantrópicas ou particulares, e de ampliar a conversa com familiares e redes de apoio. Ao longo da programação, os debates abordaram os desafios da moradia e do cuidado diante dos diferentes níveis de dependência, com atenção às alternativas de apoio familiar e comunitário, ao papel do cuidador social e às condições necessárias para o acolhimento em ILPIs.
Além das palestras, a atividade valorizou a dimensão cultural e participativa do envelhecimento, com apresentação do Clube da Maturidade, que levou dança e coral ao público. A participação cultural evidenciou que envelhecer com direitos também envolve convivência, pertencimento, expressão e presença ativa nos espaços sociais.
Os Ciclos de Aprimoramento sobre Envelhecimento e Direitos são promovidos pela DPMG, por meio da Escola Superior (Esdep-MG), em parceria com a Associação Cuidadosa, e buscam consolidar uma agenda permanente de reflexão e qualificação sobre o envelhecimento no Brasil. Ao reunir diferentes áreas do conhecimento e da atuação pública, o projeto reafirma o compromisso institucional com a defesa dos direitos humanos, a valorização da pessoa idosa e a construção de redes capazes de garantir cuidado digno em todas as fases da vida.
