O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de um ex-prefeito de Guapé a nove anos e meio de reclusão, em regime inicial fechado, por peculato e uso de documento falso. Um empresário também foi condenado a 8 anos e 2 meses, na mesma condição. Esta é a segunda condenação resultante da Operação Trem da Alegria.
A investigação foi conduzida pela Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Varginha e da Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Sudoeste de Minas Gerais.
De acordo com a denúncia do MPMG, o ex-prefeito e o empresário teriam realizado manobras para implantar um empreendimento imobiliário em uma área pertencente ao agente público, utilizando documentos falsos relacionados à titularidade do imóvel e empregando recursos públicos em benefício particular.
Investigações revelaram que uma área rural de baixo valor foi transformada em área urbana, resultando em uma valorização estimada em mais de R$ 10 milhões. Os condenados também foram responsabilizados pelo pagamento solidário de R$ 500 mil por danos morais coletivos.
Um dos condenados está preso por descumprimento de decisão judicial que determinou a indisponibilidade de bens para garantir o pagamento de multas e indenizações. A Operação Trem da Alegria, deflagrada em fevereiro de 2024, visa desarticular uma organização criminosa suspeita de crimes contra a administração pública em Guapé.
As investigações já resultaram em outras condenações e continuam em tramitação no Poder Judiciário, sendo consideradas uma das mais amplas para apurar irregularidades na administração municipal de Guapé.