Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) apresentou um diagnóstico sobre a estrutura de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno em Uberlândia. O estudo, realizado no Campus Umuarama, utilizou a Iniciativa Município Amigo da Amamentação (IMAA) como base.
A metodologia adaptou o modelo internacional Becoming Breastfeeding Friendly (BBF), desenvolvido pela Yale School of Public Health. O projeto, financiado pelo CNPq, contou com a participação de docentes, discentes, gestores públicos e profissionais de saúde.
Rejane Sousa Romão, coordenadora do projeto, destacou a importância de realizar a pesquisa em nível municipal. “Quando o município não faz essas implementações ou fica muito fragmentado, o aleitamento sai prejudicado”, afirmou.
O estudo avaliou 54 indicadores que medem a eficácia das políticas públicas relacionadas ao aleitamento materno, resultando em uma nota global de 1,6, o que indica uma força moderada no apoio à amamentação em Uberlândia.
Entre os pontos positivos, estão o engajamento de parlamentares e o suporte a campanhas como o Agosto Dourado. No entanto, foram identificadas lacunas, como a falta de um plano municipal exclusivo para a amamentação e a necessidade de maior fiscalização das normas relacionadas ao tema.
Os pesquisadores do Grupo de Estudos em Saúde Materno-Infantil (GESMI/UFU) planejam uma agenda de trabalho para os próximos anos, visando fortalecer as diretrizes de saúde pública relacionadas ao aleitamento materno em parceria com a gestão municipal.
