quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Estudo da UFMG revela dominância de abelhas comuns após desastre em Mariana

Estudo da UFMG revela dominância de abelhas comuns após desastre em Mariana
Estudo da UFMG revela dominância de abelhas comuns após desastre em Mariana
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Uma pesquisa liderada pela UFMG aponta que, após o rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG), abelhas com alta capacidade de adaptação estão dominando o ecossistema local, enquanto espécies especialistas estão desaparecendo.

Os pesquisadores avaliaram áreas afetadas pelo rejeito da mineração e notaram que a quantidade de abelhas nessas regiões superou a encontrada em matas preservadas, embora isso indique um desequilíbrio ecológico. O estudo envolveu colaborações com instituições como a Universidade de Oxford e a USP.

Foram coletados 10.721 indivíduos de 88 espécies diferentes. Apesar da diversidade semelhante, a abundância de abelhas nas áreas impactadas foi maior, com uma média de 197 indivíduos por ponto de coleta, em comparação com 160 nas matas preservadas. Essa situação é preocupante, pois a predominância de abelhas generalistas cria uma falsa impressão de saúde do ecossistema.

Além disso, a pesquisa revelou que a maior quantidade de abelhas foi registrada durante o período seco, o que contraria padrões ecológicos comuns. Os pesquisadores destacam a importância da cobertura florestal remanescente como refúgio para a sobrevivência das abelhas.

Para garantir a recuperação do ecossistema, os cientistas recomendam a proteção dos fragmentos de floresta nativa e a restauração das propriedades do solo, que foram severamente afetadas pelo rejeito. A pesquisa também sugere que a recuperação vai além do plantio de árvores, incluindo a análise da saúde das colônias de polinizadores.

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