A colheita de café nas áreas atendidas pela Cooxupé, maior cooperativa do país, chegou a 67,3% da área total, percentual inferior ao registrado no mesmo período de 2025 e 2024. O levantamento abrange propriedades do Sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado Mineiro e Mogiana Paulista.
Na mesma época, a colheita estava em 74,2% em 2025 e em pouco mais de 82% em 2024. No Sul de Minas, o índice atual é de 71,4%, contra 77% no ano passado e 86,9% em 2024.
Segundo a cooperativa, o ritmo mais lento não indica problemas na safra, mas sim um comportamento mais próximo do ciclo natural da cultura, influenciado por condições climáticas diferentes das observadas recentemente.
O engenheiro agrônomo de geoprocessamento da Cooxupé, Rodrigo Albano, explicou que o clima foi determinante. “Diferente dos anos anteriores, o ano de 2025 tivemos um clima bem mais favorável à safra do café. Tivemos temperaturas mais amenas, não tivemos ação do El Niño, e por isso a safra hoje está num andamento que deveria ser”, afirmou.
Albano destacou que o excesso de chuvas durante a colheita é o principal desafio atual, causando queda de frutos no chão e dificultando o recolhimento. “Muito grão no chão, caiu muito fruto no chão. O serviço de recolhimento desse fruto também é bem dificultoso e isso é o problema desse ano”, disse.
Para evitar perdas de qualidade, a orientação é acelerar o recolhimento dos frutos caídos. “Quanto mais rápido o cooperado e o produtor conseguirem fazer o recolhimento desse fruto para depois o beneficiamento, melhor”, orientou o agrônomo.