sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Postado emMinas Gerais, Vida e Saúde

UFU e Ibama apoiam estruturação de aldeia Xukuru-Kariri em MG

Publicidade
UFU e Ibama apoiam estruturação de aldeia Xukuru-Kariri em MG
UFU e Ibama apoiam estruturação de aldeia Xukuru-Kariri em MG

Uma parceria entre a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o Ibama e a aldeia Xukuru-Kariri Renascer Wakonã, em Presidente Olegário (MG), está estruturando um programa de apoio à comunidade indígena. O projeto envolve ações de língua, saúde, sustentabilidade e infraestrutura, com a participação ativa dos indígenas na elaboração das propostas.

A aldeia abriga cerca de 30 famílias, lideradas pela cacica Giselma Ferreira de Brito. O grupo é originário de Palmeira dos Índios (AL) e passou por sucessivos deslocamentos forçados ao longo de décadas, até chegar a Minas Gerais. Atualmente, cerca de 4 mil pessoas da etnia Xukuru-Kariri vivem em Alagoas, Bahia e Minas Gerais.

Pesquisadores da UFU e técnicos do Ibama visitaram a aldeia três vezes no último ano, participando de vivências coletivas, cerimônias espirituais e reuniões com a comunidade. Os indígenas não são apenas objetos de estudo, mas coautores dos projetos, sugerindo alterações para adequá-los à realidade local.

Entre as frentes de trabalho está o resgate da língua Xukuru-Kariri, considerada ‘adormecida’, coordenado pelo professor Israel de Sá (Ileel/UFU). A agroecologia e a sustentabilidade são lideradas pela professora Adriane de Andrade Silva (Iciag/UFU), com foco na autossuficiência alimentar e na proteção do Cerrado. A saúde é abordada pela professora Marina Rodrigues Barbosa (Famed/UFU), que registra a cultura alimentar, e pelo pesquisador Glênio Alves de Freitas (Famed/UFU), que integra medicina biomédica e tradicional.

O Ibama, por meio do programa ‘É Tempo de Mudanças’, colabora com a proteção contra incêndios e a estruturação de uma brigada nativa, além de apoiar a demarcação do território. A energia elétrica foi ligada apenas em junho deste ano, e ainda faltam a homologação da terra e a construção de um posto de saúde indígena.

A cacica Giselma destaca a evolução da comunidade: ‘A gente estava na fase da lei da sobrevivência, agora está na lei da vivência, do viver’. A aldeia também planeja receber os Jogos Indígenas em novembro de 2026.

📬 Receba as notícias de MT no seu e-mail

Cadastre-se gratuitamente e receba os destaques da semana


    Compartilhar: WhatsApp Facebook X LinkedIn
    📬
    Fique por dentro de Minas Gerais Receba as principais notícias no seu e-mail, gratuitamente.


      ← Anterior Aula pública na Praça Adolfo Fonseca marca os 200 anos da educação pública Próxima → Grupo de Caminhada e Corrida da UFU abre inscrições para 2026.2