sexta-feira, 28 de agosto de 2026
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Comissão de Educação visita Escola João Paulo I em Betim

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Comissão de Educação visita Escola João Paulo I em Betim
Comissão de Educação visita Escola João Paulo I em Betim

A Escola Estadual João Paulo I, localizada no Bairro Santa Inês, em Betim, recebe nesta segunda-feira (31) uma visita técnica da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a partir das 17 horas.

A visita foi solicitada pela presidenta da Comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), com o intuito de ouvir a comunidade escolar sobre os impactos da possível transformação da escola em unidade do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) ou sua inclusão no programa de Parceria Público-Privada (PPP).

Atualmente, a Escola João Paulo I possui 12 salas de aula e oferece educação básica, além de itinerários de formação técnica e profissional e educação de jovens e adultos (EJA) no período noturno. A diretora da escola, Janaina de Paula Oliveira, foi convidada a participar da visita.

Em março, a escola foi incluída entre 95 instituições estaduais que seriam administradas por meio de parceria com a iniciativa privada, com um fundo de investimento responsável pela infraestrutura e manutenção. Em maio, o Governo de Minas anunciou a transformação da escola em unidade do Colégio Tiradentes, mas a decisão dependia da manifestação da comunidade escolar.

No dia 24 de agosto, o governador Mateus Simões (PSD) informou que a Escola João Paulo I não será transformada em unidade do Colégio Tiradentes, permanecendo na rede estadual, mas sob a gestão da PPP. O governo deverá escolher outro imóvel em Betim para a nova unidade do Colégio Tiradentes.

A visita da Comissão de Educação foi mantida para discutir a indefinição sobre o futuro da instituição com a comunidade. Beatriz Cerqueira destacou que os Colégios Tiradentes não oferecem EJA, ensino em tempo integral ou educação profissional, o que poderia limitar a diversidade educacional. A administração das escolas por um fundo de investimento privado também tem gerado questionamentos entre parlamentares, professores e estudantes.

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