O queijo produzido nas propriedades da Serra da Canastra, reconhecido nacional e internacionalmente, recebeu o Selo de Origem em 2012; porém, o aumento da demanda tem gerado falsificações que prejudicam produtores rurais, inclusive de Mato Grosso, ao distorcer a concorrência no mercado de queijos artesanais.
Especialistas alertam que nem todo queijo artesanal mineiro pode ser comercializado como Canastra. A utilização indevida da denominação viola a Indicação Geográfica e pode constituir infração ao Código de Defesa do Consumidor.
Para reconhecer um queijo Canastra legítimo, observe que ele é elaborado com leite cru, apresenta formato cilíndrico com diâmetro de 15 a 17 cm e altura entre 4 e 6 cm, e possui casca amarelada por lavagens ou camada de mofo branco conhecida como casca florida.
O primeiro passo é confirmar a origem: a produção está restrita aos nove municípios que integram a Indicação Geográfica. O rótulo deve indicar o município de fabricação e o registro em serviço de inspeção municipal, estadual ou federal. Além disso, a etiqueta de caseína, aplicada na casca, traz um número que identifica produtor e lote, funcionando como um “RG” do queijo.
“A pessoa que se sentir lesada pode acionar a justiça. A gente vê que queijo da Canastra é um hoje queijo de Araxá, do Sul de Minas da Canastra. Eles usam o nome Canastra, que é um nome muito forte, tradicional para agregar valor, mas estão cometendo um crime porque estão vendendo um produto que não é realmente o produto”, afirma Bovo. Para consultar as queijarias regularizadas, acesse o site do Cicanastra – Consórcio Intermunicipal da Serra da Canastra, Alto São Francisco e Médio Rio Grande.